A questão judaica

woodylarry

Com a pré-estréia do filme Whatever Works, a revista New York fez um artigo longo sobre Woody Allen e Larry David em que busca resumir a evolução do humor judeu. Para o filme, Allen usou um roteiro antigo seu que havia engavetado e voltou a filmar em Nova York; já Larry David assumiu o personagem paranóico central em frente às câmeras, neste caso sem óculos. A revista vê o filme como uma elegia a esse tipo de humor judeu, que estaria sendo substituído por uma vertente com menos paranóia e autocomiseração e, ainda segundo o texto, também com menos traços étnicos. Para os interessados em humor, vale a pena ler.

Assistir o trailer de Whatever Works (aqui sem legendas) reconfirma uma impressão: o poder de fogo de Allen ficou diminuído porque o humor que ajudou a criar foi adaptado e renovado com sucesso na TV. O próprio Larry David, homem responsável por Seinfeld e Segura a Onda, foi central nesse processo. Criou-se praticamente uma ciência para os roteiros de comédia de curta duração. Já a grande tela e uma história longa parecem ser demais para as situações e diálogos de Allen, por mais engraçados que sejam. Claro que o filme completo pode ter superado esses problemas, esperemos para ver. (Esperemos muito, pois o IMDB dá como a data de lançamento no Brasil 13 de novembro). Vale lembrar que por ter um arco narrativo e emocional bem feito, Annie Hall (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa) de Allen não envelheceu e ainda continua como um dos melhores filmes americanos em qualquer gênero.

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A revista ainda fez uma linha cronológica do humor judeu em pdf. (Não dá para deixar de pensar que Sarah Silverman, Seth Rogen e Sasha Cohen estão numa liga bem mais baixa). Um trecho por Lenny Bruce:

“Um monte de gente vem me perguntar: ‘Por que vocês mataram Jesus?’. Não sei… foi uma daquelas festas que acabaram saindo de controle.”

2 Comentários

Arquivado em Vigiando os filmes

2 respostas para A questão judaica

  1. Finalmente alguém que, como eu, acha que Allen tá diluído. Já Annie Hall é eterno.

  2. A maioria das pessoas que conheço ou odeia Allen ou o aceita incondicionalmente, como uma grife. Prefiro ver caso a caso, como nesse trecho de filme que acabei de “subir” ao youtube e coloquei no último post. Em casos como este, é a palavra genial que me vem à mente.

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