18 Dezembro, 2008...4:42 am

Diversos

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O NYT tem uma série especial de artigos com escritores falando sobre a atividade literária. Os autores vão desde John Updike, E. L. Doctorow e Saul Bellow até vários de que não se ouve falar por aqui. Certos artigos são afetados demais, mas há alguns bem interessantes, como o de Kurt Vonnegut Jr., de excelente título: Despite Tough Guys, Life Is Not the Only School for Real Novelists.

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O meu projeto de comentar a leitura de 2666, do Bolaño, encontrou um sério problema: O livro é dividido em cinco seções semi-independentes – o autor pensava em lançar a obra como cinco livros de fato – assim, mesmo falando do enredo de um quinto de 2666, eu já estarei entregando uma seção toda. Estou no fim da segunda e parece que falar dela vai aguar o prazer de futuros leitores. Estou pensando no caso.

Do autor, a Companhia das Letras acabou de editar o romance Amuleto. Para marcar o lançamento, houve uma grande festa e na área VIP estavam Alessandra Negrini, Ney Latorraca, Cléo Pires, Júlia Lemmertz… ops, engano meu, isso foi no show da Madonna.

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Notei apenas agora que há diversas coisas do Karajan no Youtube. O maestro austríaco não só explorava novas tecnologias de gravação de áudio, mas também foi um dos que mais se dedicou ao registro em vídeo, interessando-se por posicionamento de câmera, ângulos, etc. Naquele livro do Norman Lebrecht, O Mito do Maestro, é feito um retrato cruel de Karajan, mostrando-o mais como poderoso do que exatamente talentoso. E esses vídeos passam alguma coisa disso: a música erudita como uma idéia de poder.

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Engraçado ver como os nossos cadernos de cultura levam Madonna a sério – não apenas como uma artista pop, mas como uma espécie de intelectual ou guru sobre comportamento. Madonna é tratada aqui como um “Chico Buarque do sexo”.

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Devido ao post sobre a Lei Rouanet, alguns me perguntaram sobre o projeto Amores Expressos. Saiu na imprensa que eles retiraram o projeto do processo de seleção e isso é confirmado pela base de dados do Ministério. Sem dúvida, fica mais tranqüilo julgar um livro por si, sem precisar levar em conta a discussão sobre políticas públicas de cultura. De todos os autores, eu estou mais curioso sobre o livro a vir do Antonio Prata. Acho que ele escreve crônicas muito bem, mas sempre é um desafio para quem lida com textos curtos e humor usar o formato do romance. Como nutro textos curtos e humor, estou particularmente interessado.

(Via Odisséia Literária, soube há pouco que a Companhia das Letras “aparentemente” vai publicar do projeto apenas os autores que já são da casa (informação original dada pelo participante André de Leones). Os demais, como o Antonio Prata, teriam que buscar outras editoras. Vamos ver.)

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Durante o dezembro, vou conseguir manter a atividade aqui no blog. Não sei exatamente sobre 2009, mas quem sabe alguma coisa sobre 2009?

2 Comentários

  • “Estou no fim da segunda e parece que falar dela vai aguar o prazer de futuros leitores. Estou pensando no caso.”

    Talvez seja por este mesmo motivo que muitas resenhas se resumem em “elogios como ‘um momento imenso para literatura’ e ‘uma obra de gênio’”.


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