5 Junho, 2008...2:51 am

Livros de áudio (ou Enjoy the silence)

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Saiu na Ilustrada de ontem (04/06/2008 – completa para assinantes):

Nova editora do grupo Ediouro, Plugme põe no mercado em julho 16 títulos em CD

“Tiragem” inicial terá 5.000 cópias, mesma média de livros impressos; depois, devem ser lançados de dois a quatro títulos por mês

EDUARDO SIMÕES
DA REPORTAGEM LOCAL

Mercado que nos Estados Unidos já responde por cerca de 10% do volume total de vendas das editoras, os audiolivros ainda engatinham no Brasil e permanecem como sinônimo das antigas leituras da Bíblia feitas por Cid Moreira. No início de julho, o país terá sua primeira grande empreitada no segmento, com a chegada da Plugme, nova editora do grupo Ediouro, que lançará 16 títulos em formato de CD, e outros exclusivamente para download em MP3 em www.plugme.com.br.”

“A primeira leva de lançamentos da Plugme tem best-sellers como “Alô, Chics!”, narrado pela própria autora, a consultora de moda Gloria Kalil, e “Uma Vida Inventada”, livro de memórias de Maitê Proença, lido pela própria atriz, num “duo” com Irene Ravache.
Em alguns casos, a narração também lançará mão de um expediente comum ao audiolivro no exterior: a contratação de atores famosos. Caso de Milton Gonçalves, que lê “A Vida Como Ela É”, de Nelson Rodrigues, de Humberto Martins, que recita o best-seller “Marley e Eu”, e de Paulo Betti, que deu voz a “A Lição Final”, livro em que o professor americano Randy Pausch fala de sua vida depois de receber o diagnóstico de uma doença terminal.

A notícia deu a idéia (e a falta de tempo, a conveniência) de recuperar um post de um ano atrás:

“by Cormac Mccarthy and Brad Pitt”

pitty3.jpg

Em uma comunidade do Orkut, fiquei sabendo desse livro de aúdio com toda a ‘trilogia da fonteira´ de Cormac Mccarthy sendo narrada por Brad Pitt (recorte da Amazon acima). No Brasil, já tivemos a Bíblia por Cid Moreira e CD com Miguel Falabella recitanto poemas. Vamos imaginar os livros de áudio começando a virar moda por aqui (trechos dos originais):

Laços de Família, por Clarice Lispector e Ana Maria Braga [conto Amor:]

“Não havia como fugir. Os dias que ela forjara haviam-se rompido na crosta e a água escapava. Estava diante da ostra. E não havia como não olhá-la. De que tinha vergonha? É que já não era mais piedade, não era só piedade: seu coração se enchera com a pior vontade de viver.”

Grande Sertão: Veredas, por Guimarães Rosa e Lima Duarte (fazendo Sassá Mutema)

“O senhor nonada conhece de mim; sabe o muito ou o pouco? O Urucuia é ázigo… Vida vencida de um, caminhos todos para trás, é história que instrui vida do senhor algum? O senhor enche uma caderneta… O senhor vê aonde é o sertão? Beira dele, meio dele?… Tudo sai é mesmo de escuros buracos, tirante o que vem do Céu. Eu sei.”

Um Copo de Cólera, por Raduan Nassar e Tony Ramos

“[J]á foi o tempo em que via a convivência como viável, só exigindo deste bem comum, piedosamente, o meu quinhão, já foi o tempo em que consentia num contrato, deixando muitas coisas de fora sem ceder contudo no que me era vital… “

A Moreninha, por Joaquim Manuel de Macedo e Juliana Paes

“No dia seguinte, ao amanhecer, a amorosa menina despertou, e buscando o toucador, há uma semana esquecido, dividiu seus cabelos nas duas costumadas belas tranças, que tanto gostava de fazer ondear pelas espáduas, vestiu o estimado vestido branco e correu para o rochedo.”

Memórias Póstumas de Brás Cubas, por Machado de Assis e Repórter Vesgo

“Por que bonita, se coxa ? por que coxa, se bonita?”

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they can only do harm

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