29 Março, 2008...2:33 am

“Nós sempre teremos Paris”?

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“Somos como os outros nos vêem, concordo. Eu, porém, resisto a aceitar tamanha injustiça. São anos tentando ser o mais misterioso, imprevisível e reservado possível. São anos tentando ser um enigma para todos. Para isso, com cada pessoa adoto uma postura diferente, procurando fazer com que não haja duas pessoas que me vejam da mesma maneira. Sem dúvida, essa esforçada tarefa se está revelado inútil. Continuo sendo como os outros querem me ver. E pelo visto todos me vêem igual, como lhes der na veneta. Se ao menos alguém, já nem digo muita gente, mas alguém, soubesse me ver fisicamente idêntico com Hemingway…”

[trad. Joca Terron, CosacNaify]

Hemingway e a sua Paris eterna e festiva são um ícone inspirador, mas também uma fantasmagoria angustiante para Enrique Vila-Matas em seu Paris Não Tem Fim. A partir dessa ambigüidade, comento sobre o livro na Palavra (LMDB). Estão convidados a ler (o primeiro convite sempre é amigável, o segundo, vejam bem…).

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