22 Março, 2008...5:19 pm

Literatura bonsai digital

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Este artigo do New York Times de janeiro último, fala do sucesso entre os japoneses dos textos literários criados especialmente para celulares. Alguns desses romances eletrônicos ganham posteriormente edição em papel e em 2007, cinco dos dez livros mais vendidos no Japão tinham essa origem. O artigo abre espaço também para os críticos dessa tendência, que sublinham a superficialidade e a natureza telegráfica dos textos. (Mais sobre o tema também aqui).

Discutir formatos em literatura geralmente leva a dois pólos: os profetas em êxtase que dizem que o futuro da literatura é por aí, e as cassandras de mau hálito que garantem que nada de bom pode sair da novidade. Ai, que preguiça, confesso… basta lembrar do debate sobre literatura e blogs ou, mais propriamente, literatura e hipertexto. Imagino se o surgimento de livros baratos, de bolso, tenha também causado debates similares. Abaixo estão algumas capas dos penny dreadfuls e dime novels, publicações de baixo custo e ampla circulação que surgiram na Inglaterra e EUA no século XIX. (Claro, sem conclusão para o post).

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