O interesse contemporâneo por livros com experiências “reais e viscerais de vida” traz sempre o problema de saber o que foi mesmo real (e visceral). A última fraude exposta vem da Bélgica:
(do Extra/Reuters):
“Autora confessa que parte de autobiografia de sucesso é inventada
ReutersRIO – A autora de uma autobiografia de sucesso, que narra a história de uma menina judia salva por lobos enquanto se escondia dos nazistas durante a Segunda Guerra, admitiu que parte do livro é inventado. Misha Defonseca, autora de “Survivre avec les loups” (“Misha: A memoir of the holocaust years”, na edição em inglês), publicado em 1997 e recentemente transformado em filme, afirmou que inventou uma história alternativa para compensar suas “dolorosas experirências” na vida real. “Sempre contei para mim mesma uma outra vida, uma vida que me isola da minha família, uma vida longe daqueles que odiei”, disse Misha ao jornal francês “Le Figaro” em entrevista publicada nesta sexta-feira.
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A escritora acusou ainda sua editora, Jane Daniel, de pressioná-la a escrever um livro que ela nunca quis fazer. O jornal belga “Le soir” publicou uma carta do advogado de Misha, Marc Uyttendaele, em que ele afirma que, ainda que partes do livro fossem improváveis, a obra era “uma mensagem de esperança”. “Pouco importa se a história é real ou parcialmente alegórica, ela é produto de uma boa fé absoluta, um testemunho de sofrimento e um ato de valor. Por isso, merece respeito”, disse Uyttendaele.”
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