Do romance Pnin de Vladmir Nabokov (soando aqui muito como Proust):
“Há mulheres amadas cujos olhos, graças a uma combinação acidental entre brilho e forma, não nos afetam diretamente, não no momento mesmo da tímida percepção, mas numa eclosão retardada e cumulativa de luz quando a perversa criatura está ausente e a agonia mágica subsiste, suas lentes e projetores instalados no escuro.”
[tradução de Jorio Dauster, Companhia das Letras]


