23 Janeiro, 2008...6:55 pm

Se houvesse versões pornô para filmes de arte

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A indústria pornô faz as suas versões baseadas em filmes de sucesso como a série Star Wars ou, mais recentemente, Piratas do Caribe. Mas usando apenas o mainstream do cinema, perde-se de vista um nicho de mercado: admiradores de filmes de arte que são também consumidores de filmes adultos. Especulemos como se chamariam algumas das produções:

Original: Nós que nos Amávamos Tanto. Na Itália, uma mulher e três homens que fizeram amizade no fim da Segunda Guerra Mundial encontram-se casualmente anos depois. Eles acabam por explicitar a evolução melancólica dos sonhos da sua geração e o distanciamento irreversível das suas trajetórias pessoais.

XXX: Nós que nos Amamos Tanto: Na Itália, uma mulher e três homens.

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Original: Ano Passado em Marienbad. Num fluxo poético de imagens e de narração, semelhante a um sonho, é rememorado um triângulo amoroso que teve lugar numa mansão-hotel.

XXX: Ano Passado em Mongaguá. Num fluxo contínuo de ação, é retomado um triângulo amoroso num apart hotel.

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Original: Fellini 8 e ½. Diretor de cinema com bloqueio criativo reavalia a sua vida passada e presente, em especial o seu relacionamento com as mulheres.

XXX: Tutini 28 e ½. Diretor de cinema pornô com bloqueio resolve seu problema atuando no próprio filme junto com as ex-mulheres.

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Original: Morte em Veneza. Um homem mais velho e com problemas de saúde viaja à Veneza. Lá se torna obcecado por um jovem, tomando-o como um símbolo da vida em contraste com a morte cada vez mais próxima.

XXX gay: Resort em Veneza. Um homem mais velho se torna obcecado por um jovem na paradisíaca Veneza.

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