8 Setembro, 2007...4:41 pm

Os grandes livros da Bienal do Rio

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A Ediouro preparou uma versão gigante de O Pequeno Príncipe, com dois metros de altura, para exibição na Bienal (vídeo da Globo). Parece-me temerário ler o “eternamente responsável por aquilo que tu cativas” em letras gigantes, é a maior chantagem emocional já formulada.

Podemos pensar em outros livros gigantes – como instalações de artes plásticas - que fariam sucesso:

1 – A grande obra-prima
O texto passa em um painel eletrônico fixado a meia altura, para vê-lo é necessário colocar os joelhos em um suporte de madeira perto do chão e inclinar a cabeça para cima. E assim, ajoelhado, você pode então encarar essa obra sagrada das letras.

2 – A obra de impacto fulminante
Esse livro-instalação assemelha-se a um brinquedo radical do Playcenter. Você é preso por correias frágeis e logo é jogado em movimentos diversos, caóticos. Suas tripas, seu estômago, seus conceitos e paradigmas de vida parecem ser revirados por completo. Quem sai é outra pessoa.

3 – Realidade visceral urbana
Você entra num salão escuro no qual estão esperando alguns colegas da bandidagem. Vão mostrar para você a real, mané.

4 – A obra adiante do seu tempo
Ao sair desse livro-mecanismo, você terá viajado ao menos 30 anos para frente no tempo. Para conseguir a volta, será necessário procurar a instalação de um livro que a crítica tachou como ultrapassado.

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