7 Fevereiro, 2007...10:03 pm

O Efeito Júpiter

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“Agora foi-se”. Profecias e previsões apocalípticas com prazo definido nunca foram um artigo em falta, mesmo sendo sucessivamente negadas. Um resumo dessas previsões frustradas, com citação das fontes, encontra-se na página A Brief History of the Apocalypse.

Eu fiquei mais interessado nos cálculos astronômicos alarmantes de cientistas como Jacob Bernoulli, Alfred Porta e John Gribbin. Fiquemos com este último: em um livro de 1974 que figurou na lista de mais-vendidos nos EUA, Gribbin predizia terríveis efeitos causados pelo alinhamento de planetas. Ele e o co-autor Stephen Plagemann calculavam a ocorrência de um grande terremoto na falha de San Andreas para 1982. Irônico que a obra tenha um prefácio do escritor de ficcção-científica Isaac Asimov. Duas capas contam a história:

Efeito Júpiter
O Efeito Júpiter (1974), os planetas como gatilhos
de terremotos devastadores .
- com prefácio de Isaac Asimov -

Efeito Júpiter Reconsiderado
O Efeito Júpiter Reconsiderado (1982)

Infelizmente, eu não achei a capa de Beyond The Jupiter Effect (1983). Engraçado que o nome “Efeito Júpiter” impressiona, dá até vontade de acreditar. Agora estou inclinado a por a culpa de muita coisa no Efeito Júpiter. (Casos como esse são tema de um livro que eu gostaria de ler: Bad Astronomy).

Falando de problemas mais atuais, em 1988 o mesmo John Gribbin publicou um artigo na revista Nature em que propunha uma ação mitigadora para o efeito estufa: aumentar a concentração de ferro nos oceanos. Ele agiria como um fertilizante, fazendo com que o oceano aumentasse o seqüestro de carbono através do fitoplâncton. Essa idéia foi também desenvolvida e advocada pelo oceanógrafo John Martin e o debate  ainda não terminou. Confiaremos em Gribbin?

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